08 fevereiro 2008

Banal

Para ti tudo é banal! Lidas com o mundo como se nada tivesse força suficiente para te prender mais tempo que um mero olhar.

Ages como um passageiro na tua própria vida, sem sentido, sem rumo, sem destino.
Não vives para surpreender ninguém, nem a ti!
A loucura saiu definitivamente do teu espírito porque julgas que assim controlas o mundo. Um mundo de imagens ténues, de aparências.
Nunca sentirás a profundidade de um sentimento sincero, de um grito de raiva e desespero ou de um amor levado ao extremo.
Auto defesa? Talvez. Mas não tens do que te defender. Isoláste-te sozinho nessa muralha. Ninguém te irá atacar porque já todos se esqueceram de ti.
Aprende a ver, mesmo que não tenhas de olhar. Emociona-te e mostra isso a todos.
Mostra-o a mim que te desperto todas as emoções mesmo quando negas essa evidência.
Surpreende-me uma só vez, tal como eu te surpreendi em tantos momentos da nossa estória que por tua culpa se tornou banal.

3 comentários:

Palaroide disse...

Bonito texto Sossô!

Helena disse...

escreve um livro....

Paulo disse...

Já tinha reparado na intensidade do teu olhar observador e agora descobri e adorei a forma como escreves e descreves.

 
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