Viajei para o Mindelo num aparelho da Cabo Verde Express, fretado pela Halcyon Air, uma vez que a companhia tem o seu ATR avariado.
Já em S. Vicente recebo a notícia que a Halcyon Air cancelara os seus vôos até Outubro e, nesse sentido, os passageiros ainda em “trânsito” passariam a viajar através da TACV.
A partir desse momento percebi o que é ser marginalizada.
Deveria ter viajado na Quinta Feira passada para a Praia. Continuo no Mindelo.
A TACV recusa-se a trocar o meu bilhete, por ser passageira Halcyon Air.
Apenas uma agência, a Verdemundo, estava apta a fazê-lo. Só que essa agência fechou portas na sexta de manhã, sem bilhetes emitidos e ainda não voltou a abrir por causa da chuva!
Mais, na agência só consegui viagem confirmada para segunda feira, dia 21, porque “todos os voos estão cheios”. Liguei para a TACV e soube que, afinal os voos estão tudo menos cheios. Só tenho de, para isso, comprar um novo bilhete!
Nos imprevistos das chuvas, no meio de voos cancelados e outros adiados soube que a TACV já fez algumas viagens extra para repor a situação, mas essas viagens não aparecem nos sistemas das agências que trabalham com a Halcyon Air, que assim, não têm acesso a esses lugares.
E no meio desta rivalidade Halcyon Air / TACV ficam os passageiros, os consumidores, as pessoas que pagam demasiado caro por uma viagem inter-ilhas em Cabo Verde.
A mim, revolta-me a falta de solidariedade da TACV que, podendo, se recusa a facilitar e resolver o problema das pessoas… entenda-se das pessoas, não da companhia rival.
Estranho que a companhia de aviação nacional, paga por todos nós, que temos os impostos em dia, tenha esta atitude para com os cidadãos do país. É vergonhoso e só revela uma tremenda falta de respeito pelas pessoas que viajam.
3 comentários:
Estou solidário consigo. Em Cabo Verde, o amadorismo e a inépcia são cancros a extirpar.
A regra é: Navegar à vista. Triste.
Vou-lhe dar um exemplo de savoir faire: a Ryanair lançou "bilhetes resgate" a 25 euros destinados aos passageiros afectados pela suspensão dos voos da companhia low-cost SkyEurope que declarou falência.
Somos aspirantes a desenvolvimento médio. E isto evidencia-se na forma como as pessoas tratam e são tratados.
O resto, como está-se farto de dizer, são conversas, e estamos todos quase no mesmo patamar.
Espero solidariamente como criolo (logo algo responsável de alguma forma também), que isto não esteja a afectar a sua maternidade.
Abraços
Um dos nossos planos enquanto moramos aqui é conhecer o máximo possível do país, mas isso tem se mostrado uma tarefa ardua, por vezes o sentimento é de total impotência. Quando o ATR quebrou nos estavamos em Boa Vista, tivemos sorte e conseguimos embarcar no mesmo dia de volta pra casa, mas com uma parada por Sal e horas de atraso a perder de vista.
Postar um comentário