
Foto: Pedro Moita
Dois fantásticos actores... Um movimento cénico brilhante... coreografia de excelência... Void, vazio em inglês, só o é de nome. Na verdade, a peça está cheia... cheia de sentimentos, cheia de jogos semânticos, cheia de diálogos falados, dançados e tocados.
Void é uma manifestação artística de uma riqueza impressionante que enche... enche o palco... enche a plateia e deita por terra o tal vazio que lhe dá o nome.
Sócrates Napoleão, o "metafísico" alarga-se em palavras divagadas ao vento... em expressões de sentimentos, em monólogos que lhe saem da alma e do coração...
Avelino, pelo contrário, mais realista caminha pelo seu passado e por uma história de 10 anos de emigração.
A "mão" da coreógrafa Clara Andermat está lá, misturada...